Tríplex do Guarujá vai a leilão em 15 de maio

Tríplex do Guarujá vai a leilão em 15 de maio

As datas da venda em leilão público do triplex em Guarujá, no litoral paulista, atribuído pelo Ministério Público Federal (MPF) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram marcadas pela Justiça Federal. No entanto, caso não haja interessados no tríplex atribuído a Lula, uma segunda "praça" está marcada para dia 22 de maio, com o imóvel sendo colocado em leilão pelo lance mínimo de 60% de seu valor (R$ 1,32 milhão).

De acordo com a defesa do petista, Lula não é dono do imóvel. O imóvel foi avaliado pela Justiça em R$ 2,2 milhões.

A decisão de leiloar o imóvel ocorreu após o apartamento ter sido penhorado pela 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Justiça Distrital de Brasília, em razão de uma disputa judicial entre a empresa Macife e a OAS.

O juiz federal Sérgio Moro mandou alienar o triplex no condomínios Solaris, pivô da condenação do ex-presidente Lula na Lava Jato, para leilão em janeiro deste ano. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras. "A prova final é que mesmo o juiz Sérgio Moro reconhece que os recursos do leilão podem ir para a OAS", completou.

A defesa enfatizou que o tríplex foi usado em um "enredo criado com o objetivo pré-determinado de condenar o ex-presidente" e classificou a decisão da Justiça -que o condenou a 12 anos e um meses de prisão- de "mau uso e no abuso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política". O documento ainda aponta que, no primeiro pavimento, encontram-se sala com varanda, cozinha e área de serviço, além de lavabo e uma suíte.

"No segundo pavimento existem três quartos compactos (sendo um deles suíte), um banheiro e um hall de distribuição".

Para determinar o leilão público do imóvel, Moro considerou uma alegada situação de abandono do imóvel, já que nem a OAS nem Lula admitem propriedade da unidade que, sem manutenção, vai tendo seu valor depreciado, causando prejuízos à vítima do produto do crime (Petrobras).

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