Romero Jucá se torna réu por propina na Odebrecht

Jucá é acusado pela PGR por corrupção e lavagem de dinheiro- Antônio Cruz  Agência Brasil

O líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), tentou mostrar tranquilidade e chamou de "esdrúxulas", "inéptas", "irresponsáveis" e "levianas" as denúncias feitas pelo ex-procurador geral da República Rodrigo Janot contra ele. Foram responsáveis pela decisão o relator, ministro Marco Aurélio, e os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

O senador Romero Jucá (MDB) foi acusado no STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Kakay reconheceu que Romero Jucá dialogou com a Odebrecht durante a tramitação da MPs, e também que pediu doação à empresa, mas ressaltou que isso "não tem, sequer en passant [superficialmente, de passagem], qualquer possiblidade de ser classificado ilegal ou indício de crime". O senador, que é presidente do MDB, é o primeiro réu no Supremo da chamada "lista de Fachin", que inclui alvos de inquéritos abertos pelo relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Edson Fachin, com base nos acordos de colaboração premiada de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Também serão ouvidos Jucá e o Ministério Público. No mesmo dia, o diretório doou o mesmo valor à campanha de Francisco de Assis Rodrigues a governador do estado de Roraima, que tinha Rodrigo Jucá como vice.Em encontro com Cláudio Melo Filho, Jucá teria prometido tentar a relatoria da MP conhecida como "pacote de bondades", que reduziu o valor de impostos pagos por empresas. Jucá apresentou 23 emendas, das quais sete foram aprovadas. Ao explicar que está tranquilo quanto ao andamento do processo, Jucá disse que estão "tentando criminalizar a política". Seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, afirma que o senador agiu dentro da lei. Isso foi uma doação oficial, que foi feita a centenas de pessoas. Por coincidência, toda vez que ele faz uma movimentação política acontece esse tipo de coisa.

Ao final da sessão, o advogado de Jucá afirmou em nota que o senador "agiu na absoluta competência que lhe dá o cargo ao defender emendas, de maneira clara e transparente, dentro de sua atribuição". "Portanto, não há nenhum tipo de doação estapafúrdia ou sem limite de R$ 150 mil. Não é nenhum valor que pudesse configurar nenhum tipo de vantagem ilícita", disse o líder.Questionado se considerava um demérito ser réu, Jucá respondeu negativamente.

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