PT intensifica ofensiva e sugere até panfletagem para evitar prisão de Lula

Gleisi Hoffmann

E concluiu, alegando que a prisão de Lula será o maior atentado à democracia no Brasil, conclamou militantes a fazerem campanha contra e afirma que o PT "vai com Lula até as últimas consequências". Conforme a a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), o partido vai "até as últimas consequências".

Em artigo, Gleisi diz que a Globo, "em comportamento típico de quem se considera dona do país" atua para que o STF se omita sobre decisões que poderiam livrar Lula de uma prisão arbitrária, o que configuraria "o mais abjeto casuísmo judicial". A declaração foi interpretada como um convite à manifestações violentas, o que ela tentou minimizar durante o seminário de segurança pública organizado pelo PT e pela pela Fundação Perseu Abramo.

A presidente do Partido dos Trabalhadores explicou em seguida que não está pregando a violência, porém em janeiro durante um discurso, ela disse que para que a prisão de Lula acontecesse seria necessário "matar gente". Diante da afirmativa, porém, esclareceu que não haverá uma revolução, mas que a militância e os movimentos de sempre não aceitariam a prisão pacificamente.

A senadora afirmou que existe uma certa "inércia" por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) por não analisar a legalidade das prisões nos casos em que são condenados pela segunda instância antes de esgotar todos os recursos judiciais cabíveis. "O último tribunal é o Supremo Tribunal Federal", ressalta Gleisi. O PT não tem qualquer expectativa de reverter ali a sentença que condenou Lula a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP).

"Às vezes, ouço dizerem que estamos pressionando o Supremo pelo julgamento".

Decisão desse tipo, que configuraria uma "condenação sem provas, contra uma pessoa inocente", segundo Pimenta, agrava a crise institucional no país e transformaria Lula no primeiro preso político após a redemocratização.

CiroO ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, disse nesta segunda, em São Paulo, que não vê o ex-presidente Lula na disputa presidencial e, com isso, cresce sua responsabilidade de representar o setor que ficará "deserdado", segundo ele, com a ausência do petista. É nesse processo que a perseguição de Lula acontece. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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