Distribuidora vai aumentar energia elétrica em 10%; veja se você será afetado

Rede de transmissão de energia elétrica no interior de São Paulo- Edilson Dantas  Agência O Globo

Apesar de os consumidores terem pago um adicional em suas contas por meio das bandeiras tarifárias, o valor não foi suficiente e deixou um passivo para 2018 - R$ 4 bilhões.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (13), durante reunião pública, reajuste nas tarifas dos consumidores atendidos por duas empresas que são responsáveis pelo fornecimento do serviço no Estado do Rio.

De acordo com a Aneel, a diferença de percentual entre os dois grupos é devido ao aumento de custo relacionados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que contribuiu para um aumento do efeito médio de 2,53% na tarifa da Cemig.

Um levantamento da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), feito a pedido do G1, indicou que, entre 2014 e 2017, a tarifa média dos consumidores residenciais acumulou alta média 31,5% no país e que a estimativa é de que, ao final de 2018, o aumento acumulado chegue a 44%. Já a energia fornecida à indústria e aos estabelecimentos de grande porte (alta tensão) aumentará 13,40%.

As novas tarifas entram em vigor já a partir da próxima quinta-feira (15).

A concessionária atende a 8,3 milhões de unidades consumidoras localizadas em 774 municípios de Minas Gerais. "O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais", diz a agência em nota divulgada em seu site.

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Além de aumento para clientes da Light, também haverá aumento para clientes da Enel, antiga Ampla, que terão um aumento médio de 21,46%. Além disso, elas também alegam alta nos encargos que custeiam os subsídios como uma das razões.

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