Trump veta negociação de compra da Qualcomm pela Broadcom

Joshua Roberts

"A proposta de aquisição da Qualcomm pelo comprador esta proibida e qualquer fusão, aquisição ou algo substancialmente equivalente, efetuada direta ou indiretamente, também está proibida", diz a determinação presidencial.

Sediada em Cingapura, a Broadcom anunciou que vai transferir sua sede para os Estados Unidos, em novo movimento para aplacar autoridades americanas na tentativa de comprar a fabricante de chips Qualcomm.

No documento, o Presidente norte-americano alega que a OPA, que poderia ser a maior de sempre do sector tecnológico, "ameaça prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos". Isso também não afeta a decisão de Trump, que determina as duas empresas "deverão abandonar permanentemente a proposta de aquisição", a menos que queiram levar o caso aos tribunais. A oferta mais recente apresentada pela Broadcom envolvia US$ 146 bilhões; desse total, US$ 121 bilhões seriam para tomar o controle da Qualcomm e US$ 25 bilhões são referentes a uma dívida que seria assumida pela asiática. Além disso, criaria um grupo que domina a produção de chips de telecomunicações para celulares.

Foi esse comitê de investimentos estrangeiros, que é liderado pela Secretaria do Tesouro dos EUA - órgão com atribuições similares ao Ministério da Fazenda no Brasil - quem provocou o adiamento da reunião anual dos acionistas da Qualcomm para 5 de abril.

"Em resumo, as considerações de segurança nacional não podem ser consideradas um risco sobre a sorte da fusão, pois a Broadcom nunca considerou comprar a Qualcomm antes de ter terminado a fixação de domicílio", segundo a companhia. Esta é a segunda vez que Trump usa decisões do CFIUS para bloquear negociações.

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