Lava Jato mira esquema no sistema carcerário do Rio

Lava Jato mira esquema no sistema carcerário do Rio

Segundo a Receita Federal, pela primeira vez foram feitas operações em bitcoin. A informação foi revelada em entrevista coletiva nesta terça-feira. Foram quatro operações, segundo ele, totalizando R$ 300 mil em moeda virtual.

Casemiro afirma que os criminosos buscavam receber dinheiro no exterior com um instrumento que "não é regulado na maioria dos países".

Nessa fase, foram presos o delegado Marcelo Martins, atual diretor do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil fluminense, e o coronel César Rubens Monteiro, ex-secretário estadual de Administração Penitenciária do Rio, na gestão de Sérgio Cabral. O empresário Carlos Felipe da Costa Almeida de Paiva Nascimento não foi encontrado. A polícia suspeita que ele esteja em Portugal. O colaborador afirmou ao MPF que havia um acordo entre Carvalho, quando ainda secretário, e Cabral para o repasse de propina nos contratos da secretaria.

As investigações partiram de irregularidades no projeto Pão-Escola, que tinha como objetivo a ressocialização dos presos.

A empresa que era contratada para fornecer o pão, a Iniciativa Primus, também é investigada. Inspeção do Tribunal de Contas do Estado identificou que o esquema prosseguiu. Ele é acusado de participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro público em contratos da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (SEAP). Os investigadores estimam que o dano causado à Secretaria seja de R$ 23,4 milhões.

A Lava Jato indica que a Iniciativa Primus "foi usada em uma série de transações de lavagem de dinheiro".

O delator premiado Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, ex-coletor da propina de Sérgio Cabral, contou à Justiça que recebia a parte do ex-governador no esquema na sede do Iate Clube do Rio de Janeiro, onde pelo menos dois dos envolvidos tinham barcos de pesca oceânica.

Para receber a propina, César Rubens utilizava duas empresas das quais era sócio, a Intermundos Câmbio e Turismo e a Precisão Indústria e Comércio de Mármores. O sócio de César Rubens na Precisão é Marcos Lips, apontado como responsável pela entrega de dinheiro em espécie ao núcleo central da organização criminosa que operava no estado na gestão de Sérgio Cabral.

Carlos Mateus Martins, pai do delegado Marcelo Martins, também é alvo da operação.

O esquema do Esch Café no fornecimento de pães e lanches para presídios foi revelado pelo "Jornal Nacional".

Os presos serão indiciados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros.

"O patrimônio de César Rubens cresceu exponencialmente durante o período em que foi secretário da SEAP". A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Receita Federal do Brasil.

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