Ibama não suspenderá operação de mineroduto que se rompeu em MG

Rompimento em mineroduto atinge manancial em Minas Gerais

Uma tubulação de mineroduto em Santo Antônio do Grama, na Região da Zona da Mata, se rompeu e despejou minério no manancial que abastece o município e também o leito do Ribeirão Santo Antônio.

A cidade de Santo Antônio do Grama está localizada na microrregião de Ponte Nova, a 210 km de Belo Horizonte.

A Copasa detalhou que os caminhões-pipa disponibilizados pela Anglo serão abastecidos na Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Casca e estariam disponíveis para a população no início da noite de ontem. Por isso, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) monitora o caso, e estuda interromper a captação de água no Ribeirão Santo Antônio.

A direção da empresa Anglo American Minério de Ferro S.A, responsável pelos dutos que levam minério para os postos, informou que o rompimento da tubulação aconteceu por volta das 7h40.

O minério é transportado da mina e da usina de beneficiamento, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), até o porto, em São João da Barra (RJ), ao longo de um mineroduto de 529 quilômetros, que atravessa 33 municípios mineiros e fluminenses.

Conforme a Semad, o licenciamento ambiental do mineroduto é feito pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que também já foi comunicado sobre o ocorrido. A concessionária alertou ainda que o consumo de água deve ser "consciente", já que o abastecimento por caminhões é emergencial.

"A prioridade é garantir as medidas de controle e mitigação dos impactos socioambientais; a empresa também já disponibilizou todo o maquinário necessário para reforçar as atividades de resposta à emergência", declarou a companhia em nota.

Ainda segundo o a Anglo American, o fluxo do mineroduto foi interrompido e apenas água está sendo escoada. "A polpa consiste em 70% de minério de ferro e 30% de água, sendo classificada pela NBR 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como resíduo não perigoso", acrescenta o texto.

A companhia afirmou ainda que não há informações sobre o volume de material que vazou com o rompimento do mineroduto.

A Anglo American também disse que já está coordenando ações em conjunto com a Suatrans, consultoria especializada no atendimento a urgências ambientais, e com o Senai, para amostragens de água e avaliação continuada. "A LO nº 1260/2014 do empreendimento é válida até 2021 e não será suspensa", pontuou, em nota, o Ibama. "Somente após a vistoria o instituto poderá avaliar as consequências ao meio ambiente e emitir eventuais sanções administrativas".

O Ibama afirma ainda que, de acordo com informações recebidas até o momento, "a polpa de minério vazada não possui, entre seus componentes, substâncias químicas ou tóxicas" e "os resíduos provocaram turbidez da água, mas não apresentam riscos à saúde humana".

As exportações de produtos eletroeletrônicos cresceram mais de 16,8% em janeiro na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

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