Gabriel Cruz foi estrangulado no dia em que desapareceu

Gabriel Cruz foi estrangulado no dia em que desapareceu

Menina que, confirmam agora as autoridades espanholas, era a sua própria filha. O caso, que na altura foi tratado como morte acidental, está de novo a ser investigado de forma a encontrar pistas que possam esclarecer ou relacionar-se com o crime agora cometido.

A autópsia realizada em Gabriel Cruz, um menino de oito anos cujo corpo foi encontrado neste domingo revelou que ele morreu estrangulado no mesmo dia do seu desaparecimento, 27 de fevereiro.

Depois de confirmada a morte de Gabriel, a polícia reabriu as investigações sobre a morte de uma filha de Ana Júlia que supostamente caiu de uma janela aos sete anos de idade.

Patrícia Ramírez, mãe do menino, pediu nesta segunda que "em memória do peixinho", apelido pelo qual Gabriel era conhecido, "não se propague a raiva, que não se fale mais dessa mulher", em referência às menções feitas a Quezada. A investigação centrar-se-á agora sobre a sua passagem por Burgos, onde ainda vive uma filha sua, com cerca de 20 anos. A morte da criança, escreve o mesmo jornal, terá ocorrido em 1996, quando morava em Burgos com as duas filhas, que vieram consigo da República Dominicana.

O namoro com o pai de Gabriel, Ángel Cruz, começou há cerca de um ano e meio. A mulher disse às autoridades que tinha o cadáver do menino no carro porque temia que alguém o encontrasse no poço onde estava escondido.

Gabriel estava desaparecido desde 27 de fevereiro e cerca de 2.600 voluntários e quase 1.500 profissionais participavam das buscas. Nesse dia, Gabriel saiu da casa da sua avó paterna, Carmen, em Las Hortichuelas, uma pequena aldeia no município de Níjar, para ir à casa dos primos. A avó diz que o viu afastar-se mas não apareceu em casa dos primos.

A noiva do pai, Ana Julia, teria encontrado uma camisa do menino. A camisola estava ainda seca, quando havia chovido nos dias anteriores à sua alegada descoberta. "Orgulhoso da minha terra!"

Notícias relacionadas: