Colônia em Marte é necessária para proteger a humanidade, afirma Elon Musk

Colônia em Marte é necessária para proteger a humanidade, afirma Elon Musk

O objectivo a longo prazo desses projectos é a construção de bases na Lua ou em Marte, o que poderia garantir a sobrevivência da espécie humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra, no caso de uma terceira guerra mundial, disse o miltimilionário, nessa conferência, realizada em Austin, onde está a decorrer o conglomerado de festivais South by Southwest (SXSW), que inclui cinema, música, media interactivos e conferências. Tanto que a espaçonave que está sendo desenvolvida pela SpaceX para este fim, conhecida como Big Falcon Rocket, deverá ser testada ano que vem.

No início do mês passado, a SpaceX textou com sucesso o Falcon Heavy, atualmente o mais poderoso foguete de lançamento espacial. O plano de Musk prevê que em 2022 serão enviadas duas missões ao planeta vermelho, com suprimentos e equipamentos, seguidas por duas missões tripuladas em 2024.

"Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas", afirmou.

O multibilionário foi questionado se as missões não serviriam como rota de fuga para pessoas com alto poder aquisitivo, mas Musk afirma que não.

- Não terão muitas pessoas querendo ir no começo. Será como os anúncios de Shackleton para os exploradores antárticos: Difícil, perigoso, boa chance de você morrer e excitação para os que sobreviverem - disse Musk, acrescentando que, no futuro, o planeta vermelho terá "ótimos bares".

O empresário continua convencido de que a vida em Marte é não apenas possível, mas também necessária. "Todos votam em todas as questões e é assim que vai".

Falou também de outro cenário que parece praticamente retirado de um livro de ficção cientifica: a possibilidade de a inteligência artificial se virar contra a humanidade.

- Anotem minhas palavras - disse o empresário. Então por que não existe supervisão regulatória?

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