André Gomes no "inferno" de Barcelona

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Com um temporada sólida, marcada por 4 gols marcados e boas atuações no meio-campo, os Morcegos resolveram exercer a compra do português, que, no ano seguinte, continuou sendo um dos destaques do time, apesar de toda desorganização longe das quatro linhas, já Los Che tiveram quatro treinadores diferentes no período.

André Gomes disse ainda que os amigos lhe dizem que o problema está na cabeça dele: "dizem-me que vou sempre com a travão na mão".

O jogador foi transferido em 2015 do Benfica para o Valência, ao qual estava emprestado, por 15 milhões de euros (mais 25% de uma futura transferência), que o vendeu depois ao FC Barcelona em 2016 por 35 milhões, mais 20 em variáveis. Talvez a palavra não seja a mais correta, mas passou a ser um inferno porque comecei a sentir mais pressão.

Ainda em entrevista à 'Panenka', o jogador garante que a relação com o treinador, Ernesto Valverde, é boa, apesar de ultimamente não fazer parte das primeiras opções do espanhol. Os primeiros seis meses correram bem, mas depois as coisas mudaram. "Com a pressão normal eu vivo bem, mas o que não me faz bem é a pressão para mim mesmo", bradou. E depois remata: "André Gomes tem de fazer mais e muito mais no 'Barça', mas os adeptos também devem fazer uma reflexão". Óbvio que há algum que estou com pouca confiança, porque isso nota nos treinamentos. Aí sabes que estás a sofrer. "Tenho uma sensação má durante os jogos", explicou o português.

A questão se torna ainda mais pesada quando o volante afirma que, por vezes, não possui vontade de sair de sua casa e ir à rua. "Ainda que os meus companheiros me apoiem bastante, as coisas não me saem como eles querem que saiam", disse. Não falo com ninguém, para não incomodar ninguém. Não me permito aceitar a frustação que tenho. "É como se me sentisse envergonhado", prossegue. "Depois não falo com ninguém". Às vezes tenho medo de sair de casa por sentir vergonha.

André afirma que a falta de confiança lhe afeta até mesmo quando um de seus companheiros de equipe tenta ajuda-lo, já que ele fica se questionando no motivo de não conseguir fazer as coisas melhorarem. "Às vezes chateia-me quando dizem que posso fazer coisas boas, porque pergunto-me 'então por que não as faço?", questiona-se André Gomes.

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