União Europeia e Japão pedem 'clareza' sobre guerra tarifária de Trump

Trabalhadores da indústria de alumínio chinesa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou quinta-feira a imposição de tarifas de 25 por cento sobre a importação de aço e de 10 para a entrada de alumínio naquele país, tal como tinha prometido exactamente uma semana antes. Canadá e México, membros do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), que está em renegociação, ficaram de fora da medida por tempo indeterminado.

O pedido oficial do Brasil será enviado a dois departamentos do Governo norte-americano nas próximas duas semanas, cumprindo o prazo estipulado pelos EUA, avançou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo o MDIC, o governo brasileiro já está em contato com as áreas responsáveis do governo americano para entender como funciona o processo.

A União Europeia (UE) exigiu a isenção do pagamento desta taxa, enquanto a China já criticou a decisão e solicitou aos EUA que a retirem "o mais rápido possível".

No mesmo dia, o representante do bloco europeu no Brasil, o português João Gomes Cravinho, disse que a UE quer concertar com aquele país e a Austrália uma resposta conjunta ao aumento das tarifas.

A União Europeia preparou uma lista de produtos dos Estados Unidos que podem ser alvos de retaliação caso suas exportações sejam atingidas.

O ministro do Comércio do Japão buscou uma exceção às tarifas dos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio neste sábado e pediu "comportamento calmo" na disputa que ameaça se transformar em uma guerra comercial.

Donald Trump já respondeu aos europeus dizendo que renuncia às taxas aduaneiras sobre os países da UE se os 28 abdicarem das barreiras aos produtos dos EUA.

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