Testes de HIV e Hepatite vão poder ser feitos na farmácia

Ian Humes  Flickr

Com a publicação do despacho em Diário da República esta segunda-feira, os utentes passam a poder realizar o teste sem necessidade de prescrição médica.

Vai ser possível fazer o teste do VIH e da Hepatite B e C na farmácia, não sendo preciso receita médica.

Quem quiser poderá picar o dedo, recolher três gotas de sangue e fazer o teste.

Até hoje, este tipo de testes de rastreio rápido estava disponíveis nos hospitais, centros de saúde, nos centros de aconselhamento de deteção precoce da infecção VIH (CAD) e nos centros de resposta integrada a comportamentos aditivos.

A adesão a este procedimento, de acordo com o matutino, deverá ser voluntária; os preços dos testes ainda não são conhecidos - em Espanha variam entre os 25 e os 30 euros. "Esta medida vai permitir identificar de forma mais precoce casos de infecção e acabará por contribuir para reduzir o estigma social", disse a diretora dos programas nacionais para a infeção VIH/sida e hepatites virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), a médica Isabel Aldir, em declarações ao matutino. Foram ainda efectuados 10.916 testes nos centros de acolhimento e de detecção precoce, 3980 nas unidades de cuidados de saúde primários e 13.669 nas organizações não governamentais e organizações de base comunitária. É importante relembrar que os supracitados testes para a detecção de infecção por VIH e de hepatites B ou C são meramente orientadores para o diagnóstico, sendo necessário (caso o primeiro resultado seja positivo) recorrer posteriormente aos testes laboratoriais convencionais. "Estes testes serão efetuados em condições de privacidade, num gabinete, os resultados serão transmitidos ali e a ocasião será aproveitada para fornecer informação adicional", explica ainda a bastonária Paula Martins. Também os laboratórios de patologia e análises clínicas (que, incluindo os postos, têm igualmente cerca de três mil estabelecimentos de norte a sul) contam com médicos, enfermeiros e farmacêuticos com formação nesta área, diz.

O Infarmed tem 30 dias para definir e publicar as regras para a operacionalização desta medida.

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