Operação Trapaça: Justiça impede investigados da BRF de frequentar frigoríficos

Prédio da BRF Foods em Itajai- Lucas Tavares  Agência O Globo

Seis investigados da Operação Trapaça estão proibidos de retornar às atividades profissionais na BRF. Caso descumpram a decisão, ficam sujeitos à prisão preventiva.

O juiz federal André Wasilewski Duszczak, da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa (PR), havia determinado a soltura deles, bem como determinou também a do ex-presidente do Grupo BRF Pedro Andrade de Faria, na tarde desta sexta.

O pedido de afastamento, feito pelo Ministério Público Federal em Ponta Grossa, foi acatado pela Justiça ao término do prazo de prisão temporária.

BRF foi o principal alvo da 3ª fase da Carne Fraca, que recebeu o nome de Operação Trapaça, deflagrada na segunda-feira pela Polícia Federal (PF). O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum.

O afastamento profissional atende a um pedido do Ministério Público Federal, que argumenta que o retorno dos executivos à empresa pode colocar em risco a ordem pública e econômica, já que eles poderiam atrapalhar o andamento das investigações.

Após a operação, a BRF informou que "a companhia segue as normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos".

Notícias relacionadas: