Focus: analistas reduzem estimativa para a taxa Selic neste ano

Sede do Banco Central em Brasília

"Não me surpreenderia se a produção agrícola fosse boa novamente [como em 2017] e inflação de alimentos ficasse muito contida nesse ano", observa o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-SP) Walter Franco Lopes.

Potenciais efeitos de incertezas eleitorais no comportamento de ativos financeiros são abordados com propriedade no relatório "Opinião" do Banco ABC Brasil no contexto em que é avaliada a perspectiva de mais um corte na taxa Selic, quando o "mais prudente" seria o Banco Central (BC) deixar uma "gordura" para absorver possíveis reversões de cenário. Entretanto, o grupo vê aumento na mesma proporção em dezembro, preservando a projeção de que ela ficará em 6,75 por cento ao fim de 2018.

Economistas de instituições financeiras passaram a ver novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central na próxima semana, diante da persistente fraqueza da inflação, de acordo com a pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira.

A projeção está mais distante do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para o ano que vem, a estimativa caiu a de 4,24% para 4,20%, segunda baixa consecutiva. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A estimativa para a Selic passou de 6,75% para 6,50% ao ano para o fim de 2018 e segue em 8% ao ano para o fim de 2019. Em 2019, a expansão aceleraria a 3 por cento, sem alteração.

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