Catalunha. Independentista impedido de sair da prisão para ser empossado

Fontcuberta

A marcha, organizada pela Assembleia Nacional Catalã (ANC), durou pouco mais de hora e tinha como objetivo pressionar os partidos independentistas catalães a chegarem a um acordo que permita formar um governo que avance para a independência da região.

Em finais de outubro, o governo regional catalão - liderado por Carles Puigdemont - e os partidos no parlamento regional que o apoiavam (Esquerra Republicana Catalana, Partido Democrata Europeu Catalão e Candidatura Unitária da Catalunha) declararam unilateralmente a independência da região.

A região chegou a declarar sua independência de forma unilateral, mas a Espanha interviu no governo da Catalunha, suspendeu sua autonomia e convocou eleições antecipadas, quando esperava uma derrota dos separatistas.

O impasse em torno da posse do presidente da Generalitat permanece, pois, após Puigdemont se negar a viajar para a Espanha (onde tem uma ordem de prisão decretada), foi proposto como candidato o líder da ANC, Jordi Sánchez, deputado regional que cumpre prisão preventiva, acusado de insurreição.

As regras do Parlamento Regional catalão exigem a presença física dos candidatos a presidente, que são escolhidos por votação presencial dos deputados eleitos.

Os cerca de 45 mil manifestantes empunhavam bandeiras alusivas à independência, enquanto gritavam frases como "nenhum passo atrás" ou "presos políticos, liberdade", em referência a Oriol Junqueras, Jordi Cuixart, Joaquim Forn e ao candidato a presidente do Generalitat, Jordi Sànchez, do partido JxCat.

Face à situação, o governo central em Madrid continua a fazer a gestão corrente da autonomia da Catalunha, ao abrigo da aplicação do artigo 155 da Constituição Espanhola.

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