UE pronta para retaliar decisão dos EUA de taxar aço e alumínio

Em perigo Protecionismo dos EUA pode trazer problemas à CSN até no mercado interno

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou decreto impondo tarifas de 25% sobre importações de aço e de 10% sobre as de alumínio, como havia ameaçado na semana passada. Dias antes, ele havia dito que não isentaria nenhum país da cobrança. "E poderemos trabalhar com os nossos amigos norte-americanos e outros aliados sobre a questão central deste problema, que é o excesso de capacidade", conclui.

"Nem os Estados Unidos, nem a União Europeia precisam de uma guerra comercial", garantiu a alta representante, que defendeu a necessidade de cooperação "como ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos demonstraram que investir em uma Europa forte foi seu investimento mais inteligente".

A responsável da Comissão Europeia disse aos jornalistas, em Bruxelas, que é importante "proteger" a indústria do bloco "com medidas de reequilíbrio".

Malmstrom já tinha uma reunião previamente agendada com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em Bruxelas, no sábado, e disse que buscaria mais clareza sobre se a UE seria incluída nas tarifas.

As associações da indústria europeia pediram à Malmstrom que respondesse se a UE estaria sujeita às tarifas, dizendo que as sobretaxas afetariam fortemente os setores de aço e alumínio.

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