Movimento dos Sem-Terra invade parque gráfico de O Globo

Mulheres ocupam sede do jornal O Globo

Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), a maioria mulheres, entraram no local, armados com facões. Em matéria divulgada pelo portal do grupo de comunicação, a ação é descrita como invasão e narra atitudes qualificadas como vandalismo dentro da área privada da empresa. O grupo parou no estacionamento para visitantes, de acesso livre, e invadiu o prédio. (@rogeriotomazjr) March 8, 2018Mulheres que ocupam a Globo destacam a articulação da empresa no processo do golpe, desde o impedimento da presidenta Dilma em 2016 até perseguição ao presidente Lula, para inviabiliza-lo como candidato em uma eleição democrática.

Ainda de acordo com o jornal, os manifestantes fizeram pichações de mensagens políticas em vidraças, sofás, paredes e no piso.

O grupo chegou ao local em 15 ônibus e, segundo a Polícia Rodoviária Federal, ameaçou fechar a pista da rodovia Washington Luiz, onde está o parque gráfico, mas desistiu por causa da chuva forte. Também atearam fogo em pneus ao redor de um totem com o nome do jornal, que é de metal e não chegou a ser danificado. "Ela não é inimiga só dos trabalhadores, ela é inimiga de toda a nação", afirmou Ana Carolina Silva, do Levante Popular da Juventude.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) também repudiam com veemência a invasão promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ao parque gráfico do jornal O Globo, na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro. "Atos criminosos como este são próprios de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático, e não pautarão os veículos de comunicação brasileiros", diz o comunicado.

A ABERT, a ANJ e a ANER condenaram o ataque e reforçaram a necessidade de apuração dos fatos para que os responsáveis sejam punidos, evitando situações semelhantes.

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