Lucro dos CTT cai para metade

Lucro dos CTT cai para metade

Os CTT anunciaram que os lucros de 2017 desceram 56,1% para 27,3 milhões de euros, um valor que ficou abaixo do que os analistas estavam à espera: 30,6 milhões de euros.

No que respeita aos rendimentos operacionais recorrentes, estes subiram 0,4% para 697,9 milhões de euros, "em resultado do crescimento dos segmentos de expresso e encomendas e Banco CTT, que compensou o decréscimo das áreas de correio e de serviços financeiros", sendo que "retirando a receita do acordo com a Altice registada em 2016 (9,6 milhões de euros), o crescimento dos rendimentos operacionais recorrentes foi de 1,8%", explicam.

Mas as coisas vão mudar, como notou o gestor, porque, pelo menos enquanto durar o plano de reestruturação (anunciado em Dezembro) previsto para 2018 e 2019, a remuneração dos investidores passará a fazer-se em função dos resultados líquidos da empresa. É por isso que se a tendência de queda dos resultados se mantiver (em 2016 o resultado líquido já tinha recuado cerca de 14%), dificilmente os accionistas voltarão a receber tão cedo cheques igualmente generosos da empresa liderada por Francisco Lacerda.

No entanto, o responsável garantiu que, "se a queda for pior", isso terá "obviamente implicações ao nível" do desempenho dos CTT.

A empresa já rescindiu com mais de 200 trabalhadores, sendo que 161 pessoas saíram no quarto trimestre.

"A captação de depósitos ultrapassou os 619 milhões de euros e o valor de crédito a clientes atingiu 79 milhões suportado no crédito à habitação lançado em 2017".

O presidente dos CTT foi igualmente vago em relação ao processo de reestruturação da rede de balcões, explicando que esse é um elemento que a empresa vai avaliando "a cada momento".

O capital social foi esta semana reforçado com a transmissão das ações da Payshop no montante de 6,4 milhões de euros, passando de 125 para 131,4 milhões de euros.

Notícias relacionadas: