Doria promete reembolsar prefeitura por segurança

Júlio Zerbatto  Futura Press

A medida deve beneficiar o próprio prefeito ainda este ano, já que Doria deve deixar a Prefeitura até o dia 7 de abril para concorrer a governador do Estado nas eleições de outubro. Com o decreto, o tucano poderá ter a proteção policial no período em que eventualmente estiver em campanha, por exemplo.

O secretário municipal de Governo da gestão João Doria (PSDB), Júlio Semeghini, admitiu nesta quinta-feira (8) que a prefeitura não consultou a Polícia Militar sobre o decreto que estabelece o deslocamento de até quatro PMs por um ano para a segurança de ex-prefeitos, cônjuges e filhos.

Também nesta quarta, o prefeito deu um passo atrás em relação ao decreto.

- A medida é justa e positiva para que futuros prefeitos não tenham medo de agir contra bandidagem na cidade de São Paulo - disse o prefeito, que afirmou ter recebido ameaças após medidas contra o tráfico de drogas na cidade. "Reembolsarei a prefeitura de São Paulo integralmente o valor mês a mês correspondente a esse serviço". Exatamente como faço com o meu salário”.

Segundo o prefeito, a Controladoria Geral do Município acompanhará os reembolsos. "Eu tenho minha proteção pessoal desde que sou empresário e não tenho problema para pagar isso", disse Doria, que reforçou que devolverá aos cofres públicos o que for gasto com ele em segurança.

"Com a iniciativa da prefeitura e do governo do estado, Polícia Militar e Polícia Civil, nós, ao lado da Guarda Civil Metropolitana, prendemos mais de 320 traficantes de uma facção criminosa daqui da cidade de São Paulo".

Doria exaltou ações conjuntas entre a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado e disse que os governos prenderam 722 traficantes e que quase todos pertenciam ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde então, ele se recusava a justificar a medida, enquanto duas ações contra o decreto chegavam à Justiça de São Paulo.

Notícias relacionadas: