Pesquisadores identificam 5 tipos de diabetes

Diabetes

Normalmente, como indica a publicação, existem dois tipos de diabetes, o 1 e o 2, mas o 2 costuma ser "muito heterogêneo".

Os investigadores não encontraram "evidências de que estes cinco tipos de diabetes tenham causas diferentes", conforme notam no estudo.

Contudo, o detalhamento da doença apresentado no estudo ainda é uma realidade distante da prática clínica e tornaria os diagnósticos mais caros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, há hoje 422 milhões de pessoas com a doença - cerca de 6% da população. "É uma doença que tem um nome, mas vários sobrenomes", afirma João Salles, vice-presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes).

Além de tentativas e erros com diferentes medicamentos, hoje o tratamento do diabetes vai muito do 'feeling' e da experiência do médico, segundo Salles.

Já a diabetes tipo 2 - a forma mais frequente - está mais associada a um estilo de vida pouco saudável e é a gordura que afeta o funcionamento das células produtoras de insulina.

Um estudo publicado na revista The Lancet Diabetes and Endocrinology defende que a diabetes devia ter cinco tipos e não dois, como a doença tem sido classificada. O grupo 1 é formado por pessoas com diabetes autoimune grave.

O tipo mais comum do diabetes foi classificado como grupo 4, que é mais moderado e atinge pacientes mais velhos. A única diferença é que seu sistema imune não é falho. Além da mudança na classificação, os pesquisadores sugerem novas abordagens de tratamento e predizem riscos de complicação para cada grupo. Eles produzem insulina, mas seus corpos já não respondem ao hormônio. Já quem pertence ao grupo 3, teria uma grande resistência à insulina e alto risco de problemas nos rins, algo que os demais grupos não manifestaram. Na quinta e última categoria (Diabetes relacionada com a idade), estão os pacientes que não são tão afectados pela doença e em que os sintomas surgem apenas numa idade já avançada.

Uma classificação mais detalhada do diabetes pode abrir portas para o início da medicina de precisão na doença, segundo os autores. "No cenário ideal, isso é aplicado no diagnóstico e melhoramos o tratamento", acredita o professor Leif Groop, um dos pesquisadores.

Agora, um grupo de investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, defende que a diabetes de tipo 2 tem várias formas e propõe uma nova classificação da doença. "O paciente obeso que chega com diabetes tipo 2 é muito diferente do paciente magro que chega com diabetes tipo 2".

O grupo 2 ficaria praticamente igual ao anterior, mas sem a característica autoimune da doença.

Em uma matéria da rede BBC, a Dra. Até agora, os casos eram classificados em diabetes tipo 1 - uma doença autoimune, que normalmente aparece na infância, em que o pâncreas não produz a hormona insulina.

Rogerio Silicani, do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que o estudo pode representar um primeiro passo, em dirigir os tratamentos para grupos da doença que têm características em comum.

Emily Burns, do grupo Diabetes UK, diz, entretanto, que entender as doenças poderia ajudar a personalizar tratamentos e potencialmente reduzir o risco de complicações relacionadas à diabetes no futuro.

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