Eunício alerta sobre riscos de revogar intervenção para votar reforma

Eunício alerta sobre riscos de revogar intervenção para votar reforma

O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, assinado na sexta (16) pelo presidente Michel Temer.

Na visão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a intervenção federal é inevitável, diante do apoio do governo do Rio de Janeiro à medida. No caso, 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

O parlamentar afastou ainda a possibilidade de revogação do decreto de intervenção para a votação da reforma da Previdência, conforme tinha dito inicialmente o presidente Michel Temer.

Mesmo assim, Maia repetiu mais de uma vez que o momento é de o Legislativo analisar a intervenção no Rio. A medida foi tomada após o feriado de carnaval, período em que a capital do estado registrou vários episódios de violência. "Pautar depois da eleição já é um problema do próximo presidente da República".

Por se tratar de uma medida de urgência, o decreto seguiu da Câmara direto para o plenário do Senado, sem passar pelas comissões da Casa.

A sessão extraordinária começou com quórum baixo e obstrução da oposição.

Maia também se mostrou confiante quanto à rápida aprovação do decreto presidencial que determina a intervenção no Rio. Eunício evitou informar quais seriam os parlamentares. "A situação é grave e por isso sou totalmente a favor", afirmou. Ela disse que todos reconhecem a situação grave do Rio de Janeiro, mas esta situação "não é de agora". Durante as votações, deputados favoráveis e contrários à medida se revezaram na tribuna.

É a 1ª vez que uma intervenção federal é decretada desde a redemocratização. "Se há um estado de exceção, nós temos que dar todo empenho e todo o sacrifício necessário para realizar esse trabalho", disse. Vão fazer intervenção também? "Eu estou aqui para defender minhas convicções e ter um lado".

Maia ponderou que, em dez meses, até o fim do ano, não será possível resolver a crise de segurança do Rio, mas que a intervenção é um bom início, pois será possível "requalificar" as polícias estaduais.

PT, Psol e PCdoB votaram em bloco contra o decreto. "É preciso reorganizar, requalificar, reequipar a polícia", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

Significa dizer que não houve nenhuma explosão de violência que interrompesse o cotidiano do estado a ponto de justificar o uso do instrumento da intervenção sob o argumento da "preservação da ordem pública". [.] Se der errado, nós vamos recorrer a quem? "No caso do RJ, restringe-se à segurança pública". Até porque, a Câmara aprovou o decreto na forma que foi enviado pelo Executivo. Não há alternativa. Qualquer posição contrária é, naturalmente, um embate político. O Rio de Janeiro irá viver um governo de exceção?

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