Juízes federais podem fazer greve para manter o auxílio-moradia

Roberto Carvalho Veloso

Assim, a diretoria da Associação dos Juízes Federais foi acionada e agora avalia se convoca ou não assembleia para tratar do tema.

Após a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, ter marcado para março o julgamento que pode extinguir o auxílio-moradia para magistrados do país, cerca de 100 juízes federais iniciaram movimento para convencer colegas a iniciar uma paralisação, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

De acordo com o presidente da entidade, Roberto Veloso, a paralisação será decidida pelos associados, que já estão sendo consultados.

Segundo o jornal, o grupo se revoltou com a decisão e acusa a ministra de ter sido seletiva, mirando a Justiça Federal, mas ignorando ação sobre penduricalhos de tribunais estaduais.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Ajufe questiona o fato de a ação pautada pelo STF tratar apenas do auxílio-moradia aos magistrados federais.

"Não basta apenas julgar as ações que tratam do auxílio-moradia, que atingirão apenas os juízes federais, deixando sem resolução os diversos pagamentos realizados nos âmbitos dos demais segmentos do Judiciário", diz o texto.

Para a Ajufe, falta isonomia no tratamento dado às categorias dos juízes.

Para a Ajufe, o auxílio-moradia passou a ser questionado devido à "atuação imparcial e combativa contra a corrupção" dos juízes. Essa ação respectiva foi julgada pelo ministro Luiz Fux, em meados do ano de 2014, o que culminou no beneficio supracitado para os integrantes do Poder Judiciário. A associação defende que os benefícios pagos aos juízes estaduais também sejam analisados.

A presidente do STF foi questionada pela reportagem sobre os motivos que a levaram não incluir a ação que atinge os magistrados estaduais na pauta de março, mas ainda não obteve resposta.

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