Temer instituirá emergência social em Roraima

O presidente Michel Temer discute com ministros auxílio a Roraima- Marcos Corrêa  Presidência

Segundo o ministro, o presidente Michel Temer deve editar uma medida provisória ainda nesta semana.

O ministro da Defesa disse que as Forças Armadas passarão a coordenar toda a ação do governo federal em Roraima e o efetivo militar para apoio às questões humanitárias será duplicado, passando de 100 para 200 homens.

Para fugir da crise política e econômica na Venezuela, diariamente imigrantes ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima. Nos últimos meses, 40 mil venezuelanos chegaram ao estado - que tem 500 mil habitantes.

Também serão criados mais postos de controle no Interior do Estado, e será ampliado o controle da fronteira na cidade de Pacaraima.

Além disso, novos centros de triagem serão instalados para ajudar na recepção dos venezuelanos e serão deslocadas motocicletas com equipes volantes para reforçar o atendimento.

Após visitar Roraima durante o carnaval, o presidente Michel Temer está reunido com ministros no Palácio da Alvorada para discutir medidas relativas à imigração de venezuelanos e a situação do estado.

Na segunda-feira (12/02), Temer esteve em Boa Vista e já havia adiantado que o governo estudava uma medida provisória para ajudar Roraima financeiramente.

"Do governo federal naquela região, estamos designando um general de três estrelas para coordenar toda a ação federal e isso vai ser estar definido nessa MP", afirmou, em um áudio disponibilizado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

O ministro Torquato Jardim explicou que o objetivo das medidas não é proibir a entrada de venezuelanos no Brasil, o que seria contrário aos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o país é signatário.

"É uma seleção para saber quem está chegando e que tipo de ajuda cada um precisa". "Uns precisam de assistência médica, outras já são mais qualificados para conseguir emprego".

Já o ministro Sérgio Etchegoyen informou que há ainda um trabalho de inteligência em parceria com outros países para identificar os fluxos de migrantes, a intensidade e o resultado das políticas que possam ser adotadas.

De acordo com Torquato, o fornecimento de energia elétrica para a região também preocupa o governo. Segundo ele, as ações têm dois propósitos principais: "proteger a nossa população, sem descuidar da gravíssima tragédia humanitária que nós temos hoje na fronteira".

Segundo o governo, há planos de antecipar uma audiência pública marcada para março para permitir o início das obras do linhão de Tucuruí, que vai ligar Manaus a Boa Vista. "Vamos voltar a peticionar os juízes por intermédio da Advocacia Geral da União para tentar antecipar a audiência pública convocada para 14 de março para mais rapidamente podermos iniciar as obras e levar energia elétrica", disse.

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