Primeiro-ministro israelita rejeita acusações de corrupção feitas pela polícia

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu

Na primeira investigação, "Caso 1000", Netanyahu e a mulher, Sara, são suspeitos de terem aceitado subornos (charutos, joalharia e outros bens no valor de 100 mil dólares) de vários empresários, entre eles o produtor de Hollywood Arnon Milchen e o australiano James Packer, empresário que foi marido da cantora Mariah Carey. A decisão final de idenunciar o premier à Justiça cabe ao procurador-geral de Israel.

"Vou continuar a liderar Israel de forma responsável e fiel enquanto vós, cidadãos de Israel, me escolherem para vos liderar", declarou.

O ministro da Justiça israelita, Ayelet Shaked, já disse que um primeiro-ministro acusado oficialmente não é obrigado a demitir-se.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu nesta quarta-feira (14) que a coalizão de governo é "estável", apesar da ameaça de processo por corrupção que pesa contra ele.

Lapid aparece nas pesquisas como um dos principais adversários de Netanyahu em caso de eleição.

Atualmente, o político da direita nacionalista, de 68 anos, está a cumprir o seu segundo mandato consecutivo à frente do Executivo hebraico, um cargo que ja ocupou durante 12 anos, entre 1996 e 1999 e novamente desde 2009, pelo partido Likud.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Canal 10 israelense durante o último verão, 66% da população acredita que o primeiro-ministro deve se afastar do governo caso seja acusado formalmente. Em troca, Netanyahu auxiliou Milchan em isenções fiscais em Israel e na retirada de vistos. Durante o diálogo, Netanyahu supostamente pediu uma cobertura positiva, oferecendo, em contrapartida, ações para prejudicar o jornal concorrente Israel Hayom.

Netanyahu, que nega as acusações, confirmou a recomendação pelo seu indiciamento. Um primeiro-ministro que se ocupa a atacar a polícia e o reforço da lei está simplesmente a atacar-se a si próprio, a atacar o país. Alguns acabaram com recomendações estrondosas da polícia como as desta noite. "Este movimento desprezível é um esforço para encenar um golpe contra a vontade do eleitor", finalizou.

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