Presidente do Peru desconvida Venezuela da Cúpula das Américas

Nicolás Maduro gesticula durante coletiva de imprensa no Palácio Miraflores em Caracas na Venezuela

Em um anúncio de surpresa no Twitter, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, afirmou que estava desconvidando a Venezuela da Cúpula das Américas, que acontecerá em abril em Lima, capital de seu país.

Nele, o grupo de nações das Américas começa por condenar "a decisão adotada pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de convocar unilateralmente eleições presidenciais para 22 de abril de 2018, sem ter alcançado um acordo com a oposição, tal como o Governo se tinha comprometido", e manifesta "a mais firme condenação a essa decisão, que impossibilita a realização de eleições presidenciais democráticas, transparentes e credíveis, com a participação de todos os atores políticos venezuelanos, com observação e sob os padrões internacionais".

No comunicado, o Grupo de Lima diz ainda que tomou nota do último relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a "institucionalidade democrática, o Estado de Direito e os direitos humanos na Venezuela", que "documenta a séria deterioração dos direitos humanos e a grave crise política, económica e social que afeta o país". "Não podem haver eleições livres e justas sem a plena participação dos partidos políticos", segundo a declaração conjunta lida pela chanceler peruana Cayetana Aljovín.

Os países também pressionam Nicolás Maduro a "permitir sem demora a abertura de um corredor humanitário que ajude a aliviar os graves efeitos da falta de abastecimento de alimentos e de remédios".

O Grupo de Lima também prometeu coordenar esforços para confrontar o êxodo de venezuelanos que está criando pressão nos países da região. "Os membros do Grupo de Lima respeitam essa decisão", disse um comunicado oficial emitido na noite desta terça-feira (13).

A ministra anfitriã afirmou ainda, após a conclusão do encontro, que a presença do presidente venezuelano Nicolás Maduro na Cúpula das Américas no Peru, em abril, não será bem-vinda.

A decisão de "desconvidar" o mandatário foi apoiada pelo chamado Grupo de Lima, entidade que reúne os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

Durante uma viagem por vários países latino-americanos, Tillerson antecipou a possibilidade da aplicação de novas sanções à Venezuela.

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