2,7%. É o maior crescimento da economia portuguesa em 17 anos

Economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017

Os analistas consultados pela agência Lusa também apontavam para um crescimento de 2,7%. O crescimento foi justificado sobretudo pelas exportações.

A economia portuguesa cresceu 2,7%, no último ano. O valor compara com os 2,5% homólogos, do terceiro trimestre, e 0,5%, em cadeia.

Para o Ministério das Finanças, este crescimento corrobora "a solidez dos cenários macroeconómicos subjacentes às projeções orçamentais", já que fica 0,1 pontos percentuais acima da última previsão do Governo para o crescimento do PIB em 2017 (e que foi conhecida em outubro, aquando da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2018).

Segue-se o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, que aponta para uma melhoria do PIB de 2,7% no ano passado, com um crescimento homólogo de 2,4% e de 0,7% em cadeia nos últimos três meses de 2017.

Os dados agora divulgados pelo INE são os primeiros conhecidos para o quarto trimestre de 2017 e, por isso, não contam ainda com informação detalhada sobre a evolução das várias componentes do PIB.

No Orçamento do Estado para 2017, apresentado em outubro de 2016, o Governo estimava que a economia crescesse 1,5% em 2017, uma projeção que foi revista em alta para 1,8% no Programa de Estabilidade (apresentado em abril de 2017) e, finalmente, para 2,6% no OE2018.

Este foi o 17.º trimestre consecutivo de crescimento homólogo para a economia portuguesa, que iniciou esta trajetória de subidas no primeiro trimestre de 2014.

O investimento (com um crescimento a rondar os 9,5% face a 2016) e as exportações (a aumentarem 7%) também são apontados como fatores essenciais por João Borges de Assunção, que acrescenta o impulso dado pela recuperação da zona euro e pela política orçamental, que "também pode ter dado um pequeno contributo para o crescimento de curto prazo, com a anualização dos aumentos que vinham desde 2016".

O crescimento no conjunto do ano foi influenciado pelo aumento da procura interna e pela aceleração do investimento, a que se soma uma procura líquida externa semelhante à registada em 2016, refere o instituto.

Quando se olha para a variação em cadeia do PIB, a conclusão é a mesma.

Em relação à totalidade do ano, o INE assinala que a grande diferença em relação a 2016 esteve no investimento, que acelerou de forma acentuada face ao que tinha acontecido em 2016.

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