Julgamento de Lula aponta para uma encruzilhada: democracia ou estado de exceção

Lula pede prescrição da pena no caso triplex

A revelação foi do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que é a instituição responsável pela ação originada da Operação Lava-Jato. Nem mesmo os ministros nomeados pelos governos petistas têm coragem de se pronunciar, não se sabe se com medo do juiz Moro ou da mídia, em especial da Globo, que tem praticamente pautado a agenda do Judiciário.

Isso tudo, no entanto, poderá ser evitado se o julgamento for suspenso, não por conta das pressões do povo mas porque está provado que a condenação foi determinada pelo juiz Sergio Moro com base numa grande mentira, já que o tríplex do Guarujá, motivo da sentença, não pertence ao ex-presidente operário. "Aconteça o que acontecer no TRF-4, isso é um dado neutro para a Justiça Eleitoral porque ela entra em campo só em meados de agosto", disse o advogado Pereira, que apresentou esses argumentos na última reunião do diretório nacional do partido, em dezembro passado. Mesmo que o assunto siga em tramitação nos tribunais superiores, ele estará inelegível.Por isso, é tão crucial o placar do julgamento.

Na condição de relator, o desembargador Gebran Neto será o primeiro a analisar as apelações apresentadas pela defesa dos réus e o parecer do MPF.

Estão programados atos pelas capitais dos estados no dia 24, o principal deles em São Paulo, na avenida Paulista, com a presença de Lula, que deve reunir dezenas de milhares de pessoas. O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição de outros três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine. Na sequência, é a vez dos advogados de defesa. Cada um deles tem 15 minutos para falar e reforçar seus argumentos. No caso de 2 a 1, o petista ganha tempo, tem 50% de novos magistrados analisando seu caso e, ainda que remotamente, alcança perspectiva de mudança substancial na sentença.Um eventual solitário voto, mesmo minoritário, faz toda diferença para Lula.

No dia do julgamento, os militantes pretendem acompanhar a sessão ao vivo, por meio de telões, no acampamento que vai abrigar as 225 caravanas já confirmadas para Porto Alegre.

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