ONU: Funcionários denunciam casos de assédio e agressões sexuais

Usina nuclear iraniana de Busher

A onda acusações de assédio sexual também já chegou às Nações Unidas.

As Nações Unidas terão ignorado casos de assédio sexual que tiveram lugar em diferentes escritórios espalhados um pouco por todo o mundo e permitido que os ofensores tenham agido com total impunidade, noticia o "The Guardian".

O jornal britânico diz que 15 das pessoas ouvidas garantem ter sofrido ou relatado episódios de assédio nos últimos cinco anos.

"Se você denuncia, sua carreira está acabada, especialmente se você é um consultor" (funcionário associado, geralmente com contrato temporário), afirmou uma consultora que disse ter sido assediada por seu superior no Programa Mundial de Alimentos.

Enquanto os alegados atacantes mantêm os postos de trabalho, documentos internos da ONU vistos pelo Guardian referem que duas mulheres têm preocupações relativamente às investigações. Entre as mulheres que se queixaram de terem sido vítimas daqueles atos, três dizem que despedidas ou que têm sido ameaçadas com despedimento, ao passo que os seus alegados agressores sexuais continuam a exercer funções. Além de ter perdido o emprego, ela disse ter perdido o visto e ter passado meses em um hospital devido ao estresse e ao trauma.

Uma mulher que disse ter sido estuprada por um superior enquanto trabalhava em uma zona remota afirmou: "Não há outras opções para obter justiça, e ainda perdi meu emprego".

Apesar de haver evidências médicas e testemunhas, uma investigação interna da ONU apontou insuficiência de provas para apoiar sua denúncia.

O Cazaquistão, que este mês dirige os trabalhos do Conselho e que conta com uma ampla experiência ao nível do desarmamento nuclear, identificou esta questão como a sua principal prioridade na ONU.

As acusações partiram de funcionários da ONU em 10 países.

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