Cerco a Donald Trump está a apertar 17 Janeiro 2018 — EUA

MARK WILSON-->        MARK WILSON

Stephen Bannon, ex-estrategista-chefe do presidente Donald Trump, fechou um acordo para ser ouvido pelos promotores que investigam a ingerência da Rússia nas eleições de 2016, em vez de testemunhar diante de um júri, disseram duas fontes ligadas ao processo à CNN, indicando que Bannon está cooperando com a investigação. Um advogado que representou Bannon em uma aparição perante o Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados na terça-feira não pôde ser imediatamente contatado.

O interrogado, que participou da campanha e renunciou em agosto de 2017 à chefia de estratégia da Casa Branca, evitou responder às perguntas recorrendo à "prerrogativa presidencial", que permite ao presidente e a altos funcionários do Executivo omitir certas informações ao Congresso ou à Justiça.

Bannon - cujas declarações causaram furor em Washington e levaram Donald Trump a cortar publicamente a relação entre os dois - corrigiu-se dizendo que as declarações do livro foram citadas fora do contexto e que se dirigiam a Paul Manafort, ex-gestor da campanha e um dos principais alvos da investigação de Mueller.

"Tudo o que ocorreu enquanto Steve Bannon esteve na Casa Branca ou durante a transição (presidencial), todas estas comunicações estão fora do nosso alcance". A audição, no âmbito da comissão de inquérito à campanha de interferência da Rússia nas presidenciais norte-americanas de 2016, decorrerá à porta fechada. O cenário é aceite pelas secretas norte-americanas, estando ainda em investigação pelo FBI se houve conluio entre o Kremlin e a campanha de Trump - algo que o Presidente norte-americano e os seus aliados têm negado repetida e veementemente. Todos os direitos reservados.

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