Trump ameaça cortar ajuda a refugiados palestinos

Presidente dos EUA Donald Trump recebe o líder palestino Mahmoud Abbas na Casa Branca

"Pagamos aos palestinos CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES todo ano e não recebemos qualquer reconhecimento ou respeito", tuitou Trump. Por isso, todas as embaixadas estrangeiras em Israel, incluindo a norte-americana, se situam em Tel Aviv. "Mas se os palestinos que não querem mais falar de paz, por que devemos fazer esses pagamentos maciços para o futuro?", questionou Trump em uma série de tweets.

Os Estados Unidos podem cortar seu financiamento para os refugiados palestinos. Agora, eles não vêm para a mesa mas pedem apoios.

Para o presidente palestino, Mahmud Abbas, com esse gesto os Estados Unidos perdeu a capacidade de servir como mediador para eventuais negociações com Israel. "Não nos opomos a retomar as negociações, mas devem ser baseadas em leis internacionais e resoluções da ONU que reconheceram um estado palestino independente com Jerusalém Oriental como a capital", acrescentou o porta-voz. A este valor se somam 304 milhões concedidos por programas das Nações Unidos aos territórios palestinos.

Por sua vez, dois ministros israelenses comemoraram as declarações do presidente americano.

Estamos lidando com um presidente que diz o que pensa de forma clara, afirmou Miri Regev, ministro da Cultura e Esportes, na rádio militar.

Não podemos obter US$ 300 milhões em ajuda americana e, ao mesmo tempo, fechar a porta às negociações, considerou.

Na véspera dessa histórica votação, Trump alertou que seu governo anotaria cada voto para posteriormente discutir a ajuda que destinaria aos respectivos países. Tirámos Jerusalém da mesa, a parte mais difícil da negociação, mas Israel, por causa disso, terá de pagar mais.

"Não cederemos à chantagem", afirmou Hanan Ashrawi, membro do comité executivo da Organização de Libertação da Palestina, na sequência da ameaça de cortar a ajuda financeira e sobre a recente decisão do Presidente dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. "Ao reconhecer Jerusalém ocupada como capital de Israel, Trump não só violou a lei internacional, como destruiu as bases da paz, aceitando a anexação ilegal da cidade por Israel", sustentou.

Israel ocupou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980, contra a posição da comunidade internacional.

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