Ceará está entre áreas sem casos de febre amarela

Grupo de Vigilância Epidemiológica discute campanha com representantes de prefeituras

Em 2017 foram aplicadas 9.640 doses e em 2016 o número foi de 1.074 doses aplicadas. Em nota, a pasta afirmou que houve um "acerto" entre o governador Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para agilizar a vacinação no estado. "No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde vão ter que vacinar toda a população, são milhões de doses", explica.

O reforço enviado é da dose padrão, uma vez que a dose fracionada requer treinamento dos profissionais de saúde. As áreas foram determinadas levando em consideração a epizootia (doença ocasionalmente detectada em animais, com disseminação rápida) no município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A vacina, depois de aberta, terá que ser fracionada e usada em até seis horas.

A Campanha de Vacinação contra Febre Amarela com doses fracionadas, lançada ontem (09) pelo Ministério da Saúde objetiva aumentar a cobertura vacinal do país.

Apesar do envio das doses adicionais para São Paulo em função das filas extensas, o slogan da campanha do governo prega a racionalidade na vacinação: "Informação para todos, vacina para quem precisa". A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a áreas de risco não precisa buscar a vacinação neste momento.

A coordenadora esclarece que as vacinas aplicadas em Fortaleza não são fracionadas, a exemplo das que serão adotadas nas campanhas de imunização em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro entre fevereiro e março deste ano.

O estado de São Paulo vai receber do Ministério da Saúde 1 milhão de doses extras da vacina contra a febre amarela.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas a receber a vacina fracionada - gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais (portadores de HIV/Aids, pacientes ao final do tratamento de quimioterapia e aqueles com doenças hematológicas, entre outras).

Lembrando que países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal não exigem o porte do CIVP, mas mesmo que o seu país de destino não tenha a exigência do certificado, caso faça alguma conexão em países com a exigência, será necessário apresentar o CIVP.

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