IBGE: Setor de serviços sobe 1% em novembro

Informações e comunicações tiveram maior alta

O volume de serviços prestados no País cresceu 1,0% em relação a outubro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O resultado acumulado em 12 meses ficou estacionado, entre abril de 2016 e abril de 2017, num patamar entre -4,8% e -5%, sempre oscilando dentro dessa faixa".

Também houve avanço na atividade de serviços de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (+0,6%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,2%).

Nessa comparação, destacaram-se, por um lado, as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 6,5% e tiveram impacto de -1,6 p.p no índice; e, por outro lado, os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com taxa de 6,5% e impacto de 1,8 p.p.

O setor de serviços acompanhou em novembro a maré positiva que já tinha beneficiado os desempenhos da indústria e do varejo.

A inflação e os juros baixos vêm ajudando a economia brasileira a se recuperar de forma gradual após dois anos de recessão ao estimular o consumo, embora o mercado de trabalho esteja com recuperação lenta. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 3,2%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 3,4%.

O segmento de serviços prestados às famílias registrou um avanço de 0,9% em novembro ante outubro. Para serviços andarem de forma mais rápida, é preciso nível de investimento maior, que estimula a contratação de serviços, e recuperação mais robusta do mercado de trabalho, que reage agora com a contratação de informais - disse o coordenador da pesquisa, Roberto Saldanha. Na comparação com novembro de 2016 (sem ajuste sazonal), o volume de serviços variou -0,7%, contra -0,4% em outubro (revisado) e -3,2% em setembro. "A gente espera que o setor privado e o industrial alavanquem o setor de serviços", apontou o pesquisador do IBGE. Segundo Roberto Saldanha, como os governos federal, estaduais e municipais enfrentam uma crise fiscal, houve corte de gastos e menos contratações de serviços para o setor público. O agregado especial das atividades turísticas apresentou elevação de 0,9% em novembro ante outubro.

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