Advogado de Trump comprou silêncio de atriz pornô, diz jornal

Trump terá pagado 130 mil dólares para ocultar relação com atriz porno

Donald Trump estabeleceu na quinta-feira, 11, uma relação entre o maior acordo de comércio livre no mundo e a construção do muro entre os Estados Unidos e o México. As pessoas ouvidas pelo jornal contaram que Daniels alega ter ficado com Trump enquanto os dois participavam de um torneio de golfe de celebridades de julho de 2006 em Lake Tahoe.

"Quando conheci Donald Trump, foi gracioso, profissional e um completo cavalheiro para mim e para todos os que estavam comigo", acrescentou a atriz, cujo nome de batismo é Stephanie Clifford.

De acordo com o The Wall Street Journal, que cita fontes próximas do processo, o acordo de confidencialidade terá sido negociado entre Michael Cohen - advogado que passou quase uma década nos serviços jurídicos da Trump Organization - e o representante da mulher, chamada Stephanie Clifford.

O advogado de Trump reagiu à revelação dizendo que "estas histórias antigas e recicladas que foram publicadas e negadas antes das eleições".

Cohen também escreveu um e-mail assinado por "Stormy Daniels" negando que ela tenha tido um "caso sexual e / ou romântico" com o Trump ou que recebeu dinheiro para manter silêncio.

Várias mulheres o acusaram publicamente por sua conduta sexual inapropriada. A equipe de Trump se recusou a responder quaisquer outras questões sobre acordos ou pagamentos envolvendo a Daniels ou se o agora presidente dos EUA teve alguma consciência do acordo.

"É a segunda vez que vocês levantam essas bizarras acusações contra meu cliente [Trump]. Vocês conseguiram perpetuar essa falsa narrativa por mais de um ano; uma narrativa que vem sendo negada consistentemente por todas as partes desde 2011", afirmou Cohen.

Em comunicado enviado ao WSJ, Cohen não esclareceu se pagou pelo silêncio da atriz, mas disse que Trump não teve qualquer relacionamento com Clifford.

Quando Trump concorreu à Presidência, a atriz foi contatada por uma rede de TV e, posteriormente, pelo National Enquirer, um tabloide americano, para que contasse a história, ainda de acordo com o "Wall Street Journal".

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