Acordo entre Merkel e social-democratas para formação do governo

Merkel fecha acordo para garantir ampla maioria no parlamento

"Estou feliz e satisfeito que Merkel possa avançar para um governo de coligação que será útil e que era aguardado pela Europa e a França", declarou Macron durante uma conferência de imprensa conjunta com o chanceler austríaco, Sebastian Kurz.

Relativamente ao futuro da União Europeia, Merkel e Schulz comprometem-se em reforçar a zona euro, aumentar a contribuição alemã para o orçamento comunitário, lançar as raízes para a transformação do Mecanismo Europeu de Estabilidade num fundo monetário, monotorizado pelo Parlamento Europeu, e pressionar os Estados-membros a implementar medidas com vista a uma maior igualdade na folha de salários dos europeus.

Uma deputada da formação política da chanceler, Dorothee Bär, confirmou o acordo postando uma foto do documento no Twitter.

Quanto à imigração, foi definido um tecto máximo para a entrada de refugiados em solo alemão, situado entre as 180 mil e as 220 mil pessoas por ano e foi ainda decidido que o programa de reunificação de famílias de refugiados vai permanecer suspenso durante mais algumas semanas.

Depois da derrota nas eleições de Setembro - marcadas pelo ascenso da extrema-direita -, o SPD mostrou-se indisponível para reeditar a "grande coligação" e a chanceler Angela Merkel tentou formar governo com os Verdes e os liberais do FDP, mas as conversações fracassaram em Novembro. Depois disso, as partes envolvidas terão de fechar um acordo de coalizão definitivo, que será submetido à aprovação dos integrantes do SPD.

Depois, se conseguirem o sim, começarão as negociações detalhadas sobre um programa de coalizão.

A pressão do presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, um peso pesado do SPD que quer evitar novas eleições que beneficiariam a ultradireita, obrigaram Schulz a mudar de opinião.

Os dois lados tinham interesse em chegar a um acordo que evitaria uma repetição das eleições. Iniciados há cinco dias, entraram na quinta-feira em sua última sessão. E uma maioria dos alemães (56%) acredita que ela deixará o cargo antes do fim de seu eventual mandato, segundo pesquisa do jornal Handelsblatt.

Os conservadores e o SPD, que já governaram juntos em duas ocasiões durante os últimos 12 anos, prometeram "uma nova política" adaptada à época atual, apesar de suas grandes diferenças sobre determinados assuntos.

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