Chefe criminoso japonês apanhado por mostrar tatuagens a jogar damas

Chefe criminoso japonês apanhado por mostrar tatuagens a jogar damas

Shirai foi detido nesta quarta-feira por uma equipe da SWAT, a policial especial tailandesa, no mercado central da cidade, enquanto fazia compras.

A polícia japonesa desconfiou que seria, afinal, um retirado chefe do gangue Yakuza Kodokai (falcão de um dos maiores grupos Yakuza: o Yamaguchi-gumi), foragido há 14 anos depois de ter assassinado o chefe de um gangue rival.

Shigeharu permaneceu assim por muitos anos, até que um residente tailandês publicou fotos em que aparecia jogando damas em uma praça próxima a sua residência. Na Yakuza, era costume cortar parte do dedo como punição a membros.

As imagens tornaram-se virais nas redes sociais e despertaram a atenção da polícia japonesa, que logo alertou as autoridades da Tailândia. "[Shigeharu Shirai] não confessou o homicídio mas admitiu que a vítima o ameaçava", explicou o porta-voz da polícia tailandesa, Wirachai Songmetta.

A máfia yakuza surgiu no caos do Japão pós-guerra, transformando-se em organizações criminosas de vários bilhões de dólares envolvidas em jogos de azar, drogas, prostituição, empréstimos por meio de agiotagem, mensalidades para proteção e crime de colarinho branco.

Shirai é acusado de matar o chefe de uma facção rival, pelo qual sete membros de sua gangue foram presos com penas entre doze e dezessete anos de cárcere privado. Acabou por ser detido pelas autoridades tailandesas, não por ser suspeito de homicídio, mas porque não tinha documentos e vivia ilegalmente no país - prevendo-se nos próximos dias a sua deportação para o Japão, onde será julgado.

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