Centeno considera "boa notícia" acordo entre Merkel e Schulz

AFP-->        AFP

O consenso foi alcançado depois de 24 horas de negociações que se prolongaram durante a noite, referem fontes dos partidos citadas pela Reuters.

Após a derrota nas eleições legislativas, a base do partido é mais favorável a uma guinada para a oposição e pode eventualmente descarrilar um possível acordo entre as lideranças partidárias. "A Alemanha é um parceiro muito importante, quer no plano bilateral quer no quadro da União Europeia, pelo que a perspectiva de que o quadro de um governo em funções de gestão termine, é boa notícia para toda a Europa.", disse Santos Silva, esta sexta-feira, em declarações à Renascença.

Após reunião de gabinete em Paris, o porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, afirmou que o acordo, se apoiado definitivamente pelos sociais-democratas em um congresso do partido no dia 21 de janeiro, "é bom para a Alemanha, bom para a França e bom para a Europa".

Os termos do acordo vão ser ainda submetidos aos órgãos dirigentes dos respetivos partidos sendo que é esperada alguma resistência por parte dos dirigentes do SPD (social-democratas).

"Penso que alcançámos resultados notáveis", disse Schulz, que terá agora de levar o acordo ao seu partido para ser aprovado antes de as negociações formais para a formação de uma coligação poderem começar.

O pré-acordo alcançado é, segundo a chanceler, um texto "não superficial, baseado na ideia de dar e receber", que reflete o compromisso das partes de trabalhar para que, dentro de 10 a 15 anos, a população continue vivendo bem na Alemanha.

Mostrou-se também confiante de que o futuro governo da Alemanha conseguirá alcançar um acordo com a França para promover "um novo acordar" da União Europeia (UE).

A chanceler e o ex-presidente do Parlamento Europeu acordaram ainda que não haverá uma subida da tributação às grandes fortunas, que irão abrir caminho para tornar a educação gratuita desde a escola infantil, e que se comprometem a cortar as emissões de dióxido de carbono em 55% até 2030.

Na presente situação, Merkel apenas tem a possibilidade de garantir uma coligação maioritária com os sociais-democratas do SPD, com quem já governou no anterior executivo (2013-2017), e que continua a gerir os assuntos correntes do país.

Notícias relacionadas: