A fúria de Trump contra Bannon e o fim de um ciclo

Ex-conselheiro de Trump critica encontros com russos. Trump responde

O jornalista Michael Wolff prepara-se para lançar o livro Fire and Fury: Inside the Trump White House, que tem como base mais de 200 entrevistas com pessoas do círculo próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump, e que promete várias revelações sobre o agora líder dos Estados Unidos.

Mas a investigação quer saber mais sobre um encontro mantido entre Donald Trump Junior, Jared Kushner, genro e conselheiro de Trump, Paul Manafort, antigo diretor de campanha e a advogada Natalia Veselnitskaya, em julho de 2016.

Em seu depoimento para o livro, o polêmico ex-chefe de Estratégia da Casa Branca disse que os agentes do FBI que investigam o suposto conluio de Trump com a Rússia "vão quebrar Donald Jr como um ovo no horário nobre da televisão".

Segundo o autor do livro, a filha mais velha de Trump combinou com o seu marido e conselheiro do Presidente, Jared Kushner, que, no futuro, e se existir oportunidade, Ivanka irá concorrer à Casa Branca.

Wolff revela também que toda a equipa de campanha de Trump esperava uma derrota do candidato republicano perante a democrata Hillary Clinton.

O antigo assessor para a Segurança Nacional de Trump Michael Flynn, que foi despedido por ter omitido ligações a personalidades russas ligadas ao Kremlin, terá sido avisado, antes da eleição de Trump, que aceitar 45 mil dólares de russos para proferir um discurso não era uma boa ideia.

Por meio de seus advogados, Trump já enviou uma notificação para Wolff e a editora Henry Holt & Company, responsável pela publicação do livro, pedindo a suspensão das vendas e ameaçando processá-los por calúnia e difamação.

Steve Bannon se juntou à campanha de Trump semanas depois e alega que somente se inteirou dessa reunião após as eleições. Uma delas é que Ivanka Trump poderá estar a preparar o caminho para a presidência. É tão claro quanto um cabelo no rosto.

Trump também acusou Bannon de vazar informações falsas quando estava na Casa Branca para aparentar ser mais importante do que realmente era, de não ter feito contribuições importantes à vitória eleitoral e até do fracasso em uma eleição local no Alabama.

Reforçando este cenário, soube-se no mês passado que os investigadores federais pediram registros do Deutsche Bank, que emprestou centenas de milhões de dólares ao império imobiliário de Kushner. "O Steve raras vezes se reuniu a sós comigo e só finge ter tido influência para enganar umas quantas pessoas sem acesso e sem noção, que ajudou a escrever livros falsos". "Toda essa merda de Kushner é suja", declarou. Desde que deixou a Casa Branca, Bannon se dedica a apoiar os candidatos mais à direita do Partido Republicano e nunca escondeu certo distanciamento pessoal do presidente Trump.

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