Marco Aurélio tira irmã de Aécio da prisão domiciliar e da tornozeleira

Fátima Meira  Futura Press

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), baseado na delação da JBS, e é referente ao período de 1º de janeiro de 2014 a 18 de maio de 2017.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello afastou as medidas cautelares impostas a Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A defesa também afirmou que a medida é "extremamente natural" para confirmar a inocência do tucano. A decisão alcança o primo do tucano Frederico Pacheco, o Fred, e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). O ministro assinalou que a Tapera teria recebido depósito de R$ 500 mil, oriundo da ENM, e informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicam operações suspeitas de provisionamento de valores, saques e depósitos, supostamente relacionadas ao recebimento das vantagens indevidas destinadas ao senador Aécio Neves. Eles passaram a ser investigados após as delações da JBS, reveladas em 17 de maio deste ano. Houve um encontro entre Aécio Neves e Joesley Batista no Hotel Unique, em São Paulo, registrado em áudio. Na ocasião, Aécio citou o nome de Alberto Toron, como o criminalista que hoje o defende. A decisão se deu na Ação Cautelar (AC) 4334, vinculada ao Inquérito (INQ) 4506, instaurado para investigar a suposta prática de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação de grupo criminoso. Em junho, a 1ª Turma do Supremo converteu a custódia em domiciliar com medidas cautelares, como a proibição de se comunicarem com os demais investigados, proibição de se ausentarem sem autorização judicial, entrega dos passaportes e a imposição de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras.

Desde então, Aécio voltou ao Senado, foi afastado uma segunda vez e teve o mandato salvo pelos colegas em plenário e retornou ao exercício do mandato afirmando ser "vítima de ardilosa armação" por parte de delatores como Joesley Batista.

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