CE recomenda que passem para fase seguinte de negociação com Reino Unido

Sinn Fein organizou protesto em Belfast perante novo impasse nas negociações do Brexit Charles McQuillan

No capítulo dos direitos dos cidadãos, eles especificaram a proteção tanto dos europeus que vivem no Reino Unido como dos britânicos na UE. Arlene Foster, terá telefonado à primeira-ministra britânica, Theresa May, para lhe comunicar que não aceita qualquer das propostas por ela apresentadas para resolver a questão fronteiriça.

Nesta intervenção garantiu ainda que os três milhões de cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido vão manter os mesmos direitos depois do Brexit.

No texto de compromisso, a UE e o Reino Unido se comprometem a respeitar o Acordo da Sexta-Feira Santa, de 1998, um tratado de paz que pôs fim a 30 anos de violentos confrontos entre nacionalistas e unionistas norte-irlandeses.

A porta-voz da Comissão Europeia Margaritis Schinas informou na quinta-feira que as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit') estavam a avançar, mas que ainda não tinham chegado ao fim, pelo que iriam "prosseguir toda a noite".

Na sequência dos problemas dos últimos dias, as notícias de um progresso nas negociações serão "bem recebidas" pelas empresas de todo o Reino Unido, declarou.

Londres se compromete assim a encontrar um caminho para evitar o estabelecimento de uma "fronteira dura" na ilha da Irlanda "no contexto das relações gerais" entre a UE e o Reino Unido.

"Temos de ter em mente que o desafio mais difícil está ainda pela frente".

A recomendação de Bruxelas baseia-se no relatório conjunto acordado pelos negociadores da Comissão e do Governo do Reino Unido, que foi hoje subscrito pela primeira-ministra Theresa May durante uma reunião, em Bruxelas, com o presidente do executivo comunitário, Jean-Claude Juncker.

Estão a aumentar as pressões à primeira-ministra britânica para que quebre o derradeiro impasse nas negociações com o Brexit, após uma nova ronda de reuniões no início da semana em Bruxelas ter terminado sem um acordo relativamente à fronteira com a Irlanda, o único Estado-membro da União Europeia com o qual o Reino Unido partilha uma fronteira terrestre.

"Agora, para negociar o período de transição e o futuro temos, de facto, menos de um ano", assinalou. O trecho central afirma que, independentemente do que acontecer, o Reino Unido manterá "alinhamento regulatório completo" com o bloco europeu em questões que afetam a Irlanda.

Sobre esses dois pontos conseguiu-se um acordo.

Em Novembro, May revelou a data do Brexit: às 23h00 do dia 29 de Março, de 2019, o Reino Unido deixa a União Europeia. Tusk lembrou que já se passou cerca de um ano e meio desde o referendo britânico sobre o Brexit e lamentou que "tanto tempo tenha sido gasto com a parte mais fácil" da negociação.

"Que ninguém duvide da nossa determinação ou questione as nossas intenções sobre o processo", sublinhou na altura.

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