Justiça da Argentina pede prisão preventiva de Cristina Kirchner

Juiz argentino pede prisão de ex-presidente Cristina Kirchner

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi acusada de acobertar criminosos iranianos envolvidos no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina.

Cristina Kirchner sucedeu ao marido, Nestor Kirchener na presidência da Argentina.

O juiz federal Claudio Bonadio pediu a prisão preventiva da ex-presidente da Argentina e actual senadora, Cristina Kirchner, esta quinta-feira.

As chances de algo semelhante acontecer com Cristina, caso o pedido seja analisado em sessão plenária, são baixas já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras.

Ele determina o impeachment e a detenção da ex-presidente.

Após a morte do procurador, sua denúncia foi arquivada, mas o caso foi reaberto no final de 2016 e posteriormente anexado a outro por suposta traição à pátria, também com eixo no polêmico acordo, que está nas mãos de Bonadio. Com ela, são também suspeitos o antigo secretário de estado Carlos Zannini, el ex sindicalista Luis D'Elía, o ex líder do partido Quebracho, Fernando Esteche e o político de origem libanesa Yussuf Khalil, que estão todos detidos. Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento na capital argentina em um caso que até hoje não foi esclarecido e continua sob investigação. O objetivo era poder interrogar em Teerã ou em outro lugar mais conveniente ex-funcionários do alto escalão do governo iraniano acusados pelo atentado contra a Amia. "Querem um Parlamento submisso", disse Cristina ao deixar o tribunal, em outubro.

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