Executiva do PMDB fecha questão a favor da Previdência

Antonio Cunha  CB  D.A Press

A liderança do PMDB na Câmara vai solicitar à presidência do partido a realização de uma reunião executiva para deliberar sobre a possibilidade da bancada fechar questão em torno da votação da reforma da Previdência.

Já para Romero Jucá, embora não tenha sido definido o tipo de punição para gerar uma "reflexão" entre os parlamentares, haverá sim alguma resposta para quem votar contra a orientação. A decisão, como adiantaram mais cedo o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), deve ser tomada durante reunião da executiva que será marcada pelo presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá (RR), até esta quinta-feira, 7.

Também em defesa de Temer, o conselho de ética do partido decidiu expulsar a senadora Kátia Abreu dos quadros da legenda. O fechamento de questão seria fundamental para dar esse "conforto" à votação.

Desde a semana passada integrantes da base cobravam o PMDB para que o partido fechasse questão, "puxando a fila" para outros partidos aliados ao Palácio do Planalto também fazerem o mesmo. Em nota, o presidente do partido, Roberto Jefferson, afirmou que a reforma é primordial para a retomada do crescimento.

Após consultar os deputados do PMDB, Rossi afirmou que a maioria da bancada do partido na Câmara, a maioria da Casa, com 60 deputados, é a favor da reforma.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem reconhecido que não agendou a votação até agora pois o governo ainda não possui os votos suficientes para aprovar o projeto. A intenção é servir de exemplo para os demais partidos da base aliada e conseguir garantir os 308 votos necessários para que o texto seja aprovado. Sobre o PSDB, independentemente de uma definição formal da legenda, Jucá disse esperar que o partido possa "dar maciçamente" os seus votos favoravelmente às mudanças da aposentadoria. Na avaliação do relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA), as negociações para votar a emenda constitucional estão no "melhor momento".

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