Cabral reafirma que joia da esposa foi presente de Cavendish

José Lucena  Futura Press  Folhapress- 10/7/2017

Quando perguntado sobre o anel no valor de R$ 800 mil, que o empresário Fernando Cavedish deu à ex-primeira dama do Rio, Cabral disse que o objeto foi devolvido logo em seguida.

O ex-governador também afirmou que Fernando Cavendish, ex-proprietário da Delta Engenharia, não retratou a realidade ao afirmar que o anel de diamantes com o qual presenteou Adriana Ancelmo - mulher de Cabral - foi um pagamento de propina e não um presente. Um empreiteiro encalacrado, um réu, que lavou mais de R$ 300 milhões. "Chega a ser risível", disse Cabral. Ele negou ter participado de esquemas para direcionamento de licitações e afirmou não ter recebido qualquer tipo de propina relacionada à reforma do estádio do Maracanã e às obras do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

Durante a audiência, ele também disse que não participou do processo para a escolha das empresas que fariam a obra do estádio. Não indiquei nenhum membro da comissão.

De acordo com Cabral, ele não conhecia o ex-secretário de obras Hudson Braga, que segundo o ex-governador era da mesma região de Pezão. Pezão não foi denunciado nas investigações dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro. "Não é factível que eu possa organizar quem vai ganhar, sobretudo numa licitação que o brasileiro e o mundo inteiro tinham interesse. Dei autonomia ao então secretário de obras e assim ele fez", disse Cabral. "Infelizmente esse governo atual foi incapaz de manter o Teleférico do Alemão funcionando".

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise econômica, atrasando salários de servidores e realizando cortes em obras e ações sociais. O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, também vai ouvir os executivos Paulo Meriade Duarte (ex-diretor comercial da Delta), Louzival Luiz Lago Mascarenhas (ex-diretor comercial da OAS), Marcos Antonio Borghi (ex-diretor de desenvolvimento de negócios estruturados da OAS) e Eduardo Soares Martins (ex-diretor de desenvolvimento de negócios estruturados da Odebrecht).

- Eu não sou Adhemar de Barros, "rouba, mas faz".

O governo do Rio de Janeiro informou que não irá comentar as críticas de Cabral.

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