Rogério 157 é preso na comunidade do Arará no Rio de Janeiro

Policiais posam sorridentes ao lado de traficante Rogério 157

A polícia brasileira deteve esta quarta-feira de manhã, durante uma grande operação na zona norte da cidade do Rio e Janeiro, o narcotraficante Rogério Avelino de Souza, um dos criminosos mais procurado do Brasil.

Participaram da prisão de Rogério 157, agentes da 12a e da 13a delegacias policiais, localizadas em Copacabana, na zona sul da cidade. São incursões diárias que buscam traficantes que ainda se encontrariam escondidos na região de mata da comunidade.

Apesar de a operação ter sido iniciada na madrugada, os militares e policiais só conseguiram entrar nas favelas por volta das 6h, pois demoraram várias horas destruindo barricadas montadas pelos traficantes para impedir a passagem dos blindados militares.

A captura dele ocorreu durante operação integrada realizada pelas polícias Civil, Militar e Federal, com apoio das Forças Armadas, no morro da Mangueira, na zona norte, e em comunidades próximas.

Rogério 157 foi preso na comunidade do Arará, onde estava escondido. Em novembro, esses políticos detidos por corrupção haviam feito reclamações, pois as celas destinadas aos presos por corrupção não ficam de frente para a fachada do presídio, mas sim para a favela do Arará.

A disputa pelo controle da favela foi o que motivou os confrontos em setembro deste ano na comunidade. Ele foi o responsável pela guerra do tráfico na Rocinha e lidera parte do tráfico na comunidade. Nos primeiros dias, 1.100 homens atuaram na favela, sendo 550 homens das forças armadas (Fuzileiros Navais, Exército e Força Aérea Brasileira) e 550 da Polícia Militar.

As investigações apontam que, em agosto desse ano, Nem teria ordenado que Rogério entregasse o controle da comunidade, por causa das imposições a cobrança de taxas aos comércios e moradores impostas por 157, que desagradava Nem. O depoimento diz que Rogério 157 chamou os traficantes "Perninha", "99" e "Vasquinho", aliados de Nem, para uma conversa; que nesta mesma conversa os traficantes "Perninha", "99" e "Vasquinho" foram executados, a mando de Rogério. O racha entre Rogério 157 e o ex-chefe, o Nem da Rocinha, motivou uma guerra entre as facções criminosas.

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