Morre, aos 74 anos, o roqueiro francês Johnny Hallyday

Bertrand Guay  AFP

Johnny Hallyday morreu na madrugada desta quarta-feira, dia 6 de dezembro, aos 74 anos, vítima de um cancro nos pulmões. Nos deixou esta noite como viveu sua vida: "com valentia e dignidade", escreveu Laeticia.

Em março do ano passado, Hallyday anunciou que estava a ser tratado a um cancro nos pulmões, evidenciando que a sua vida não estava em perigo.

Nos últimos anos, teve uma saúde frágil, agravada pelos excessos com álcool, drogas e tabaco.

O artista francês tinha sido hospitalizado de urgência com uma insuficiência respiratória em novembro.

O músico morreu na sua casa em Marnes-la-Coquette, a oeste de Paris, para onde foi transferido após ter deixado uma clínica da capital francesa onde esteve internado seis dias, segundo um comunicado divulgado pela mulher, Laeticia. Nasceu em Paris, numa França ocupada, em 1943.

Conhecido como o "Elvis francês" era sempre comparado em França com o 'rei'. Foi precisamente o tema "Loving You", do seu ídolo Elvis Presley, que o levou a decidir que queria ser cantor. O pai do rock n' roll francês e do twist ganhou 18 discos de platina desde que lançou o primeiro álbum, em 1960, intitulado Hello Johnny. "Ouvre ton Lit y Vie".

Hallyday tem uma longa história na música francesa e, apesar de ter seus maiores sucessos no país, ele vendeu mais de 100 milhões de discos em mais de 50 anos de carreira. Também "Au Café de l'Avenir", "Oh! ma jolie Sarah", "Gabrielle", "La fille de l'été dernier", "Allumer le feu" ou os clássicos "Mystery Train" ou "Blue Suede Shoes".

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