Datafolha: rejeição ao Congresso chega a recorde de 60%

GLOBO faz levantamento em parceria com o'Congresso em Foco sobre políticos com problemas judiciais- Editoria de Arte

A rejeição ao trabalho do Congresso Nacional nunca esteve tão baixa desde que o Datafolha começou a medir a avaliação das casas legislativas pelos brasileiros, em 1993.

A aprovação do Congresso, por sua vez, caiu para 5%, também o pior número registrado.

No último sábado, pesquisa divulgada pelo Datafolha sobre a avaliação do governo, mostrou que 62% dos entrevistados consideram o atual governo pior que o anterior. Em setembro daquele ano, 56% da população classificou o trabalho dos deputados e senadores como ruim ou péssimo, 30% como regular e 7% como ótimo ou bom - índices próximos aos registrados nesta quarta-feira. Desde 2015, o índice de reprovação nunca tinha chegado abaixo de 41%. A pesquisa possui uma margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Já a aprovação dos congressistas jamais foi maior do que 12%.

Números tão pessimistas só foram vistos no início da década de 1990, ano da hiperinflação e quando veio à tona o escândalo dos Anões do Orçamento, que expôs um grupo de parlamentares acusados de desviar recursos públicos em benefício próprio. Eles negam irregularidades. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

A pesquisa, realizada com 2.765 entrevistados, mostra que a reprovação ao trabalho dos parlamentares federais atinge números ainda maiores em alguns segmentos: entre eles, os mais ricos (74%), os com ensino superior (75%), os eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro (68%) e os que reprovam a gestão de Michel Temer (69%).

A avaliação melhora um pouco quando observada entre aqueles com ensino fundamental (52%), os de religião evangélica pentecostal (51%), os que têm o PMDB como partido de preferência (42%) e os que avaliam positivamente o governo Temer (37%).

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