Saúde realizará ações no Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Prevenção e diagnóstico são foco do Dia Mundial de Luta Contra a Aids em 2017

Ao todo, foram registrados 37.884 casos em 2016, segundo o Ministério da Saúde, que divulgou os dados nesta sexta-feira, Dia Mundial da Luta contra a Aids. O autoteste, que pode ser feito em casa, e a expansão da oferta de testes fora dos estabelecimentos de saúde, são formas apontadas para auxiliar na prevenção e no tratamento, já que o diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida das pessoas com HIV e também contribui na prevenção de novas infecções.

Medidas tomadas pelo Governo do Brasil para expandir o diagnóstico de pacientes com HIV e assegurar o fornecimento de medicamentos antirretrovirais possibilitaram a redução nos casos e óbitos por aids no País, mostra o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, do Ministério da Saúde.

É importante destacar que nem todas as pessoas infectadas pelo HIV terão Aids a médio ou curto prazo.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. Dos diagnósticos deste ano, 13 estão na faixa dos 20 a 34 anos e 10 na dos 35 a 49.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV.

Em uma parceria entre a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da prefeitura (CEDS RIO), a AIDS Healthcare Foundation (AHF) e o grupo Pela VIDDA, o pessoal está realizando testes rápidos para verificar a presença o vírus HIV na saliva.

Em todo o município existem 1.055 pacientes que fazem tratamento ativamente. "Precisamos falar muito mais sobre a doença porque os casos de Aids tem crescido em Sergipe", alerta. Também serão distribuídos preservativos femininos, masculinos e gel lubrificante, além de testes rápidos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que são distribuídos para todos os municípios do Estado.

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes). No ano passado, o número chegou a 1.488, sendo o estado do norte com mais casos notificados.

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos).

Os homossexuais têm 24 vezes mais chances de contrair HIV do que os heterossexuais.

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