Deslize: Dijsselbloem admite que Centeno o vai substituir

Dijsselbloem comete gaffe com nome de Centeno

"O objetivo é qualquer eleição é obviamente ganhar. Fizemos o que tínhamos de fazer, conversando de forma muito aberta com outros grupos políticos".

Questionado sobre se conta triunfar logo na primeira volta da votação, sorriu, admitiu que "seria um bom resultado", e comentou que "qualquer candidato que seja eleito à primeira volta num processo destes tem obviamente uma posição se calhar reforçada".

Percebendo o deslize, Dijsselbloem acrescentou: "Eu disse Mário Centeno?".

"Hoje é um dia importante para o Eurogrupo, vamos eleger um novo presidente que terá uma responsabilidade significativa, dado o facto de estarmos a iniciar um novo ciclo politico em muitos países na Europa", disse, acrescentando que todos reconhecem a importância do momento "para lançar um processo de reformas que completem algumas das instituições-chave da área do euro que todos também" identificam "como não estando completas, começando seguramente pela união bancária".

O ministro das Finanças referiu ainda que "a cooperação que desde o princípio sempre tivemos [o Governo] com as instituições europeias, com o Eurogrupo", foi importante para que o país se apresentasse "sempre com numa posição de construção e credibilização do país dentro da UE e na área do euro".

Durante estas declarações, Mário Centeno realçou por diversas vezes a palavra "consenso" e a importância da mesma para que haja confiança na candidatura e naquele que poderá vir a ser o próximo presidente do Eurogrupo.

"Sou presidente do Eurogrupo até 12 de janeiro e Mário Centeno sê-lo-á a 13", disse esta tarde Jeroen Dijssembloem, falando aos jornalistas, à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, que vai escolher o novo líder.

O Ministro das Finanças português tem como rivais na corrida os homólogos do Luxemburgo, Pierre Gramegna, da Eslováquia, Peter Kazimir e da Letónia, Dana Reizniece-Ozola.

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