Huthis reivindicam disparo de míssil que "atingiu" Arábia Saudita

Iêmen: Saleh se diz aberto ao diálogo com coalização liderada por sauditas

Especialistas da ONU que viajaram à Arábia Saudita para inspecionar os fragmentos de um míssil disparado do Iêmen no mês passado descobriram um possível vínculo entre seus restos e um produtor iraniano, segundo um documento confidencial visto nesta sexta-feira pela AFP.

As informações foram divulgadas pelo porta-voz da coalizão árabe que atua no Iêmen, coronel Turki al Maliki.

"Advertimos as forças da agressão sobre as consequências de manter o bloqueio", disse o líder huthi, Abdelmalek al Houthi, em discurso retransmitido pelo canal de televisão rebelde Al Masira.

"Se o bloqueio prosseguir, sabemos muito bem [quais os alvos] que vão causar um grande sofrimento e como atingi-los", acrescentou.

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A Arábia Saudita reforçou seu bloqueio ao país, depois que os huthis dispararam um míssil balístico, interceptado em 4 de novembro pelos sauditas, perto do aeroporto de Riad.

"Confirmamos o êxito de (.) nosso míssil balístico, que atingiu um alvo militar no interior da Arábia Saudita", indicou a emissora.

A guerra no Iémen opõe as forças pró-governamentais, apoiadas pela coligação sob comando saudita, aos rebeldes 'huthis' que desde setembro de 2014 controlam a capital Sanaa e vastas regiões do país e aliados dos apoiantes do ex-presidente Ali Abdallah Saleh.

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