Polícia Civil faz perícia para investigar agressões a Garotinho em cela

Cela de Garotinho vai passar por perícia nesta quarta

Segundo o delegado Wellington Vieira, da 21 DP (Bonsucesso), os depoimentos dos servidores, que estavam de plantão na madrugada de sexta-feira, "foram convincentes e divergentes do depoimento do preso". A Polícia Civil explicou, em nota, que houve uma "incompatibilidade técnica entre o sistema operacional da Polícia Civil e os computadores do sistema penitenciário".

O ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, um dos presos da operação Lava-Jato no Rio, vai prestar depoimento na próxima segunda-feira (4) sobre as supostas agressões sofridas pelo ex-governador Anthony Garotinho, dentro da Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na madrugada da última quinta-feira. "A hipótese de edição nessas imagens é bem difícil, não vou dizer falaciosa".

O delegado contou que quatro agentes penitenciários e o diretor do presídio de Benfica já prestaram depoimento e disseram ser "quase impossível que tenha acontecido" a agressão narrada por Anthony Garotinho, conforme reportou a TV Globo. "Na verdade, são mais de quatro portas. Inclusive presos que estão na cela oposta vão ser inquiridos para que a gente consiga saber deles se os presos sentiram ou ouviram alguma coisa estranha", disse.

Vieira destacou que o sistema de segurança é bem-feito e que um possível agressor teria que passar por muitas barreiras até chegar à cela de Garotinho. "A gente está contando com isso, mas só um laudo no final dessa perícia vai determinar a resposta", disse.

Ao pronunciar essa segunda frase, segundo o ex-governador, o homem fez um gesto indicando as outras galerias da cadeia de Benfica, onde estão detidos desafetos políticos de Garotinho como Sérgio Cabral (PMDB), o próprio Sérgio Côrtes, e o presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB). O delegado teria concordado. "Até o momento, ele é vítima, precisamos saber o que de fato houve", afirmou o delegado.

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