Turquia refuta planos de sequestro do clérigo Fethullah Gulen

Michael Flynn ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca chega numa entrevista coletiva em Washington- Carlos Barria  REUTERS

A Turquia acusa Gülen, líder de um movimento islâmico, de ter orquestrado a tentativa de golpe contra o presidente Recep Tayyip Erdogan em julho de 2016.

"Todas as alegações de que a Turquia recorreu a meios externos ao Estado de Direito para conseguir a extradição [de Gülen] são totalmente falsas, ridículas e infundadas", garantiu este domingo a embaixada turca.

No comunicado, a Turquia afirma que continua a trabalhar com agências dos EUA para obter a extradição de Gulen, repete a acusação de que o clérigo foi mentor da tentativa de golpe.

O governo turco pediu a extradição do clérigo para a Turquia inúmeras vezes mas não conseguiu fornecer evidências convincentes ao Departamento de Justiça americano para que proceda com os procedimentos de extradição.

A declaração da embaixada turca é uma resposta a uma reportagem do jornal "Wall Street Journal" que revelou a existência de uma investigação do procurador especial Robert Mueller sobre o caso.

O ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca Michael Flynn negociou com autoridades turcas entregar a Ancara o opositor Fethullah Gulen.

A notícia dá conta que Flynn e seu filho receberam até 15 milhões de dólares para entregar Gulen aos turcos.

Segundo o "Wall Street Journal", Flynn terá discutido com Ancara a possibilidade de Gülen - que vive exilado na Pensilvânia desde 1999 - ser levado num jato privado até à ilha turca de Imrali, que alberga uma das prisões de máxima segurança do país. Responsável por investigar o envolvimento russo na eleição do presidente Donald Trump, Mueller já indiciou seu ex-chefe de campanha Paul Manafort. Um porta-voz da empresa de Flynn desmente que questões políticas e ações ilegais como esta tenham sido debatidas na reunião em causa.

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